domingo, 17 de dezembro de 2006

Morcegos usam bússola natural


É o campo magnético da Terra que ajuda os morcegos a encontrarem o caminho de casa. Estes mamíferos voadores usam uma espécie de bússola interna (proteínas com partículas magnéticas) que detecta a direcção onde se encontram, segundo revelou uma pesquisa coordenada pelo biólogo Richard Holland, da Universidade de Princeton, em New Jersey, nos Estados Unidos.

A investigação foi divulgada na revista ‘Nature’ e contraria algumas hipóteses aceites até agora, nomeadamente a de que os animais se poderiam guiar por marcos na terra ou mesmo pelas estrelas.
Os morcegos usam a sua bússola biológica principalmente quando percorrem longas distâncias, em voos com dezenas de quilómetros.
Em curtas distâncias, os morcegos fazem principalmente uso da ecolocalização, também chamada bio-sonar, pois foi a partir deste sistema que foram desenvolvidos os sonares dos navios e os aparelhos de ultra-sons.

In: C.M.

Abelhas detectam explosivos


Usando a clássica técnica Pavlov de estímulo-resposta, uma equipa de cientistas norte-americanos aproveitou o poderoso instinto das abelhas para a detecção de bombas de fabrico caseiro, uma importante ferramenta na luta contra o terrorismo.

Baseados no conhecimento da biologia das abelhas, cientistas do Laboratório de Los Alamos aproveitaram uma parte do organismo das abelhas para as ‘reeducar’. Trata-se de uma espécie de tromba de extensão que se estende a partir da língua destes insectos quando detectam um determinado odor.
O excepcional olfacto das abelhas, que as faz reagir ao néctar, foi aproveitado para detectar outros odores menos bucólicos, como os explosivos utilizados nos atentados de 2005 em Londres.

In: C.M.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Golfinhos no ventre a quatro dimensões


O canal de televisão por cabo National Geographic vai transmitir, domingo, pelas 20h00 (repete dia 24, pelas 14h00), um documentário inédito e revolucionário sobre vidas embrionárias do cão, do elefante e do golfinho-roaz, cujas fêmeas habitam o Zoomarine, em Albufeira.


Pela primeira vez no Mundo foram gravadas imagens de um golfinho bebé na barriga da mãe. Em Janeiro e Fevereiro deste ano, Cher e Colby estavam grávidas e “não se importaram” de estar imóveis durante longos minutos (cerca de 45) enquanto as ecografias eram feitas.
Neste documentário, o National Geographic utiliza as últimas tecnologias de ultra-sons e imagens a três e quatro dimensões geradas por computador. São estas imagens que mostram as mudanças e sensações experimentadas pelos fetos das três espécies de mamíferos escolhidos: cão, golfinho e elefante.
A gestação destes mamíferos dura 52 a 54 semanas e, durante esse tempo, desenvolvem capacidades para nadar logo após o nascimento, podendo chegar aos 35 km/h.

In C.M.

Catástrofes vindas do céu


Catástrofes vindas do céu (Cometas e asteróides)

E se um meteorito caísse sobre a Terra, provocando ondas de dezenas de metros de altura, uma chuva de fogo, o pânico e a morte de milhões de habitantes do Planeta Azul? A imagem parece à altura do argumento de um filme de Hollywood, mas, a julgar pela teoria de um grupo de cientistas internacionais, entre eles geólogos, geofísicos e arqueólogos, é bem provável que tenha acontecido não há milhões de anos, como defende a maioria dos astrónomos, mas há poucos milhares.

É nisso que acreditam os especialistas do Observatório Lamont-Doherty, de Nova Iorque, defendendo que, nos últimos dez mil anos, os impactos cósmicos estiveram na origem de vários maremotos.
Recentemente, o grupo começou a usar o Google Earth, uma fonte de imagens por satélite gratuitas, para procurar depósitos de sedimentos em todo o Mundo. A análise resultou na identificação de quatro enormes depósitos no extremo sul de Madagáscar, com cem quilómetros quadrados, que apontam para um local no Oceano Índico onde, a 3800 metros de profundidade, se descobriu uma cratera com 30 quilómetros de diâmetro.

Se, para os mais cépticos, é pouco provável que a sua origem possa ser atribuída a um qualquer impacto cósmico, para estes investigadores não restam dúvidas de que o responsável foi um asteróide ou cometa que se estatelou naquele oceano há 4800 anos, produzindo um maremoto gigante, que transportou para terra uma grande quantidade de sedimentos. Prontos a comprovar a teoria, os cientistas começaram a estudar os sedimentos que descobriram na Austrália, África, Europa e Estados Unidos.
Ao todo, contam-se 185 grandes asteróides que colidiram com o nosso Planeta num passado distante. A maioria das crateras encontra-se em terra firme – até agora poucos se tinham lembrado de procurar no mar, apesar da presença de depósitos de sedimentos, que confirmam a existência de megamaremotos. Para muitos investigadores, esta ideia parece mais fantástica do que real, mas aqueles cientistas estão convencidos de que nenhum outro fenómeno natural, como vulcões, tempestades ou erosões eólicas, teria sido capaz de provocar tal volume de sedimentos.

“Nenhum maremoto do Mundo moderno pode ter provocado estas formações”, disse ao ‘New York Times’ o geomorfólogo Ted Bryant, que localizou dois depósitos de sedimentos de 6,5 quilómetros no interior da Austrália. Através dos satélites, foi possível explorar a superfície oceânica, identificar duas crateras e recolher sedimentos, cujos núcleos continham rochas fundidas e esferas magnéticas com fracturas e texturas características de um impacto cósmico.

CHUVA DE METEORITOS

A queda de pedras vindas do espaço tem sido descrita ao longo dos anos em Portugal. O maior meteorito recolhido no nosso país tinha 162 quilos e foi encontrado na região de Moreira do Lima, em 1877. A 3 de Maio de 1925, em Vilarelho da Raia, Chaves, caiu um meteorito do qual se conhecem quatro fragmentos. Mais recentemente, identificaram-se quedas a 28 de Dezembro de 1998, em Ourique – um meteorito com 20 quilos – e no Sabugal, a 27 de Novembro do ano seguinte.

PERIGOS CÓSMICOS

FIM DOS DINOSSAUROS

Os asteróides maiores são em menor número e os impactos com a Terra menos frequentes mas, quando se verificam, as consequências são devastadoras, como o que se julga ter acontecido há 65 milhões de anos, com a extinção dos dinossauros.

QUEDAS NA HISTÓRIA

Em 1954, nos Estados Unidos, uma mulher foi ferida por um meteorito que lhe entrou pela casa. Em 1990, numa vila holandesa, um meteorito com 25 centímetros invadiu um quarto. No fim de 1992, a queda de um meteorito provocou o caos numa área rural japonesa.

ORIGEM CELESTE

Chama-se meteoro, termo que tem origem no grego ‘meteoron’ e significa fenómeno no céu. É produzido quando matéria do sistema solar cai na atmosfera da Terra, dando origem a uma incandescência temporária.

In C.M.